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terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Era Vitoriana e sua influência na Dança Tribal

Rainha Vitoria

Antes de começar, devo dizer que o eu vou escrever à respeito da influência da Era Vitoriana na dança tribal é de uma perspectiva totalmente pessoal.
Um pouco da história...
A Era Vitoriana foi o período no qual a Rainha Vitória reinou sobre a Inglaterra, no século XIX, durante 63 anos, de junho de 1837 a janeiro de 1901. Ela subiu ao trono quando seu tio Guilherme VI morreu sem deixar herdeiros. Ela é coroada ainda muito jovem, aos 18 anos.

Moda
É marcada pelo extremo recato das mulheres, que tinham seus movimentos restritos pelas pesadas vestes, mangas coladas e crinolina. A aparência das damas era de vulnerabilidade, as roupas eram desenhadas para fazerem as mulheres parecerem fracas e impotente. Os espartilhos apertados chegava a fazer mal à coluna, em muitos casos chegavam a prejudicar os órgãos internos, de tão apertados era difícil respirar profundamente. O espartilho não deixava de ser elegante, deixando mais evidente as curvas sinuosas das cinturas das damas da época, e havia até em versões juvenis a partir dos três ou quatro anos.

No livro “A Linguagem das Roupas”, Lurie descreve sobre o debilitante espartilho: “A mulher vitoriana usava várias camadas de corpetes. Três ou mais anáguas, uma armação de saia ou crinolina, e um vestido comprido que talvez contivesse vinte metros de lã grossa ou seda, e que freqüentemente, tinha barbatanas no corpinho e era adornado com tecido, fitas e contas complementares. Quando saía de casa, acrescentava um xale pesado e uma grande touca ou chapéu decorado com penas, flores, fitas e véu. Tudo junto, talvez carregasse de cinco a quinze quilos de roupa.”

Os cabelos eram cacheados, o ideal de beleza do início da era vitoriana exigia às mulheres uma constituição pequena e esguia, olhos grandes e escuros, boca pequenina e ombros caídos. A mulher deveria ser algo entre as crianças e os anjos: frágeis, tímidas, inocentes e sensíveis. A fraqueza e a inanidade eram consideradas qualidades desejáveis em uma mulher, era elegante ser pálida e desmaiar facilmente. “Saúde de ferro” e vigor eram características “vulgares das classes baixas”, reservadas às criadas e operárias.









No final da era Vitoriana as saias já não são enormes, tornando-se mais justas. Em 1901 Eduardo VII se torna rei e já estamos na Belle Époque (1890 – 1914). A moda deste período é marcado pelo luxo e beleza das roupas, grandes chapéus muito bem e divertidamente ornados, muitas plumas e bordados. O rei é conhecido por seus apetites, amantes, extravagâncias e excessos, o oposto do recato e moralidade de sua mãe. A mais convencional mulher eduardiana e a do final do período vitoriano, já não era tão infantil e frágil. Nas décadas finais do século XIX, a mulher ideal se tornava cada vez mais madura. Novamente, a moda condescendente se alterou para se ajustar ao novo ideal. As curvas se acentuaram, o tecido se tornou mais pesado e as cores mais fortes e sóbrias.

A moda feminina no período da Belle Époque recebeu as modificações com características específicas de acordo com as mudanças que ocorriam na sociedade.O exagero e a ostentação reinavam e eram representadas pelo volume excessivo, pelas penas, rendas e pérolas, além de babados, plissados, bordados, lantejoulas, rufos e outros ornamentos nos trajes femininos. O ideal de beleza eram as formas arredondas, estas foram ressaltadas nas curvas femininas: o espartilho era exageradamente apertado, o que deixava o corpo feminino em formato de “S”.A moda da época era ter cerca de 40 cm de cintura, para isso muitas mulheres, não satisfeitas com o exagerado espartilho, operavam para a retirada das costelas flutuantes. Além disso, a Belle Époque trouxe uma indumentária feminina que deixava todas as partes do corpo das mulheres cobertas por tecidos, apenas a face aparecia, até mesmo as mãos eram cobertas por luvas.As golas altas e trabalhadas tinham a função de cobrir totalmente o pescoço das mulheres. As anquinhas que sustentavam os volumes das saias desapareceram, porém as saias continuavam com volume, por meio do exagero de tecidos e uma forma de sino. (Entre Rendas e Babados)






A fusão: Dança Tribal e Era Vitoriana

O que é legal na dança tribal é essa possibilidade de poder "brincar" de inventar. Já comentei em um post anterior sobre o Steampunk e como esse movimento entrou na dança tribal. E nesse momento vou comentar sobre o meu ponto de vista em relação à moda da Era Vitorina e como ela influenciou de certa maneira na dança tribal.

Vejamos por exemplo, na Era Vitoriana havia, melhor, na Belle Époque as roupas tem volume excessivo, temos as penas, rendas e pérolas, além de babados, plissados, bordados, lantejoulas, rufos e outros ornamentos nos trajes femininos, assim como nos figurinos de dança tribal.



Vemos também as "anquinhas" total da Era Vitoriana que eram usadas para dar volume a parte traseira das saias e vestidos.



Mas as rendas e babados são os que mais vemos em destaque nos figurinos





Eu particularmente sou grande fã de toda essa mistura, é tão feminino, tão divertido, tão cheio de glamour e charme...





As rendas, as penas, plumas, saias plissadas, as botas, meias...





A dança:
Na dança tribal vemos muitas referências à Era Vitoriana apenas nos figurinos, pq como foi citado acima em relação as vestes da época:
“É marcada pelo extremo recato das mulheres, que tinham seus movimentos restritos pelas pesadas vestes, mangas coladas e crinolina”. Sem possibilidade de dança! Heheheheh

Mas como eu disse, existem grupos que fazem referência à época em seus figurinos, como por exemplo:

Obs: Ah, antes gostaria de salientar, que estou postando os vídeos por causa dos figurinos e não pela performance, pq muitos que estarão postados, não grandes coisas... heheheh


Storm - Saahirah Rayvn
Notem a ostentação, a sombrinha, as rendas...


"Spider Cider"
Notem a pequena cartola e a cascata de babados


Kerry - Dark Fusion - To The Beat Of The Drum
Mais uma vez notem os babados, mas dessa vez temos os cachinhos dos cabelos dela


A minha mais nova favorita: Jolie
Adoro o jeito dela dançar... O figurino não tem tanta ostentação, mas tá valendo, com certeza!!!


E é claro, o grupo Damballah:
Fusion Industrial - Dakini
Obs: Eu sou a de figurino listrado! heheheh


E para inspirar ainda mais...
A música é bem chata, chata mesmo, me desculpe, mas eu prefiro colocar uma outra música e deixar a do clip no mudo! O videoclipe em compensação é formidável...

Kerli - Walking On Air


Emilie Simon - Desert
Música fofinha, e o videoclip, puro poema...


Espero que tenham curtido!
Vamos ver o que eu possa inventar daqui pra frente não é mesmo?
Europa na veia galera!!!
hahahahahhaha

...tosqueira...


quarta-feira, 8 de setembro de 2010

RACHEL BRICE: Ela nos deixa pasmados agita as paixões da alma e inspira a expressão criativa na dança Tribal

Já li vários blogs que falavam à respeito dela, informações muito úteis, já que eu não sabia muita coisa. Quem poderia ser? Claro... A musa inspiradora da maioria das tribalescas desse mundão, RACHEL BRICE!

Imagine que eu iria deixar de postar algo sobre ela no meu blog... E não é só ela que me inspira não, tem várias por aí, como Mardi Love, Manca Pavli, Fréderique, Mira Betz, Zoe Jakes, a nova fase de Sharon Kihara e uma que não é muito conhecida, mas que tem evoluindo de um jeito ícrivel Martina, linda, linda, linda...

Mardi Love:


Manca Pavli:


Fréderique:


Mira Betz:


Zoe Jakes:


Sharon Kihara:


Martina:


Pois então, nesse feriadão aproveitei para dar uma olhada com mais calma nos vídeos da Rachel e notei algumas coisas que muitas já devem ter notado:

1. A força que ela tem em cima de um palco é mesma desde seus primórdios, isso ela não evolui, ela sempre teve!

2. Por conseqüência ela hipnotiza quem a vê dançar, o que não é para muitas... Realmente tem que estar no sangue para transpirar tanto poder!

3. Uma concentração incrível, mesmo quando a vemos brincando e fazendo palhaçadas, o que é bem pouco por sinal, sentimos que há uma concentração em cada movimento do seu corpo.

4. Por conseqüência, um domínio enorme do seu corpo e mente. Com isso, toda a sua dança se transforma em algo leve, sinuoso, hipnotizante e de puro prazer aos olhos de quem a vê...

Vi desde os vídeos mais antigos aos mais recentes, e todos tem a mesma atmosfera, o que mudou um pouco, foi a linha de pesquisa que ela teve.

Creio que são esses itens que nos fazem ficar pasmados diante dessa mulher dançando, sentimos que a dança realmente sai do seu ventre, da sua mente e da sua alma... Não conheço mais nenhuma dançarina que me faça sentir a mesma coisa, muitas parecem forçar, e como é algo para se sentir, todos sentem que essa "emoção" está sendo-lhes empurrado goela abaixo. E também uma cópia barata de um sentimento que não existe!

Tudo que é natural é mais belo por excelência, como a beleza natural de uma pessoa, como a manhã fresca da primavera, como uma criança dormindo entre outras coisas...


Fiquei três anos sem praticar a dança por conta do trabalho e da faculdade, mas sempre que pude, me apresentei para poder perder o medo do palco e saber dominar a Mariáh interna. Esse temor do palco, muitas vezes me faz de boba, sem saber o que fazer com meus braços, rosto e corpo... Enquanto eu dominava essa parte, esquematizava como iria ser a correria atrás do prejuízo de ficar três anos sem praticar regularmente a dança tribal. Farei outro post falando sobre isso...

Para fechar, uma mensagem à todas as dançarinas apaixonadas:

"Utilizando o meio como parte da mensagem, a dança evoca, reforça e esclarece desejos e fantasias, algumas das quais seriam, de outra maneira, incoerentes. Erguendo um espelho, a dança nos diz: Olhe para você mesmo ou para como você pode ser. A imagem que vemos pode ser agradável, desajeitada ou mesmo aterradora. A dança é um meio capaz de atrair e reter o olhar, um meio no qual o ser humano se identifica, onde conserva ou elimina seus limites". (Judith Lynne Hanna).

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

La Loba

Minha nova coreografia: La Loba

LA LOBA

"Todas nós temos anseio pelo que é selvagem. Existem poucos antídotos aceitos por nossa cultura para esse desejo ardente. Ensinaram-nos a ter vergonha desse tipo de aspiração. Deixamos crescer o cabelo e o usamos para esconder nossos sentimentos. No entanto, o espectro da Mulher Selvagem ainda nos espreita de dia e de noite. Não importa onde estejamos, a sombra que corre atrás de nós tem decididamente quatro patas".

CLARISSA PINKOLA ESTÉS, Ph.D. Cheyenne Wyoming