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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Steampunk na dança tribal?

Esse post é em homenagem ao pessoal da organização Steampunk do Paraná! O trabalho deles tem sido íncrivel! Confiram um pouco dos textos por eles escritos, além de fotos e vídeos.
















Essa pergunta rola solta inclusive na cabeça de quem já conheceu o estilo navegando pela net. A curiosidade com relação a imagens em sépia onde verificamos personagens desconhecidos que caracterizam capitães, aviadores, cavalheiros, damas, caçadores, aventureiros ou outros tipos lembrando personagens antigas, mas com um diferencial que os desvincula da história conhecida. Os aparatos mecanicotecnológicos que não existiam, ou pelo menos não deveriam ter existido naquelas épocas como foguetes nas costas, armas laser ou pistolas de raio, carros e aviões movidos a tecnologia a vapor ou o princípio de eletricidade.

O steampunk surgiu em meados de 1980 em meio a romances ciberpunk que vinculavam naquele período. Histórias de universos paralelos narrando aventuras com personagens conhecidas ou não, que de alguma forma mudaram algum detalhe no passado o que proporcionou mil e uma idéias e invenções que, de outra maneira, não teriam tomado forma. Assim, no conteúdo dessas histórias extraordinárias e convidativas encontramos Santos Dumont ainda vivo e melhorando seus inventos, ou a influência da Rainha Vitória em organizações militares que nunca existiram, mas que ali, naquele universo atuam e dirigem a história de forma fantástica e assombrosa. Personagens criativas interagem com grandes personalidades da história em todos os países do mundo, algumas vezes até vindos de outros orbes. Dessa forma a tecnologia a vapor desenvolveu-se de maneira astronômica levando o homem aos astros enquanto a eletricidade surgiu timidamente e convivendo pacificamente com o vapor. Juntas singram os mares da imaginação de escritores e roteiristas que cada vez aumentam em número seus escritos, filmes e animações. Como exemplo temos: “As Loucas Aventuras de James West”, “Steamboy”, “A Liga Extraordinária”, “Rocketeer” e o recente “9 – A Salvação”, entre outros e entre em contato com alguma idéia do que possa ser o steampunk, pois o universo steam é tão imensurável que ainda perdurará por décadas com exemplos assustadoramente atraentes.







E o texto foi totalmente tirado do site:
Conselho Steampunk Paraná
Tudo isso para homenagear e divulgar o trabalho dessa galera tão legal!(Ctrl c + Ctrl v) heheheheh


Steampunk Tribal































Devo confessar que muitas das performances que postei são puro "embromeichan", o meu vídeo favorito postado é o da Ariellah que está "estupenda" hahahah.

Mas temos que compreender que é um estilo que está evoluindo, e tem tudo para dar certo! Tem uma grande variedade de músicas, idéias e referências são inúmeras para montar um belo figurino e ótimas coreografias. Basta as dançarinas pesquisarem bastante e incrementar com sua própria personalidade e identidade. Esse movimento e estilo tem tudo para entrar nos trilhos e como diria o querido Carlos "Lenha na caldeira e asas a imaginação...".

Falei meio mal de alguns vídeos acima, ai que meda...
Segue o meu, Café Steampunk 11.12.2010
Performance que fiz juntamente com a bailarina Aline Elena...
Damballah!!!
uhulll

terça-feira, 27 de julho de 2010

Um show que inspirou...

Depois de um ano praticamente, consegui editar com o meu namorado Ricardo o DVD do show do Damballah. Porque a demora? Porque eu sei o básico de edição, meu computador é horrível, e só meu namorado podia editar, mas ele trabalha na cozinha e quase não sobrava tempo para isso, mas finalmente conseguimos! Ufa...


Estou falando sobre a edição do vídeo não por acaso, a intenção é falar sobre a mensagem que tentamos passar nesse show. Cada integrante do grupo foi uma peça importante para a criação desse show, através da história de vida de cada, pudemos extrair de bons textos e boas leituras a essência do show. Todas as participantes desde as alunas e até as convidadas especiais de alguma maneira tiveram suas vidas mudada pela dança.


Eu e minha mãe Bety, mas principalmente a minha mãe, montou um show com poucos recursos, a falta de grana é fato! Mas já como não tínhamos verba para fazer um espetáculo, tentamos então montar esse show que de alguma maneira foi focado diretamente para as alunas, que mudaram sua percepção de vida com as coisas que aprendiam em sala de aula, enquanto se olhavam no espelho treinando passos ou enquanto estudavam as coreografias em casa, ou melhor, quando sentiam a vibração e energia do público cada vez que subiam em um palco.


A dança pode mudar uma mulher, pode fazer com que ela se sinta mais poderosa, mais confiante e menos insegura. E com base em tudo isso, o show foi criado em cima de algumas frases estimulantes e inspiradoras que retiramos de bons livros.


Espero que essas mesmas frases façam tão bem quanto fez para todas as integrantes do grupo e convidadas especiais que participaram do show do Damballah em 2009!

Você não precisa ter visto o show, mas apenas leia essas frases, com certeza você se identificará com alguma. No show, cada texto ou frase teve uma dona...

"Acredita-se que alguns tambores são do tipo viajante pois transportam quem ouve para lugares diversos e variados.
A música como o tambor criam uma consciência diferente, um estado de transe, de oração.
Não sabemos o que será despertado pelo tambor em cada pessoa, pois eles atuam em frestas estranhas e raras no ser que participa...
Mas aconteça o que acontecer, terá uma irresistível força luminosa..."
ERA UMA VEZ... E NÃO ERA UMA VEZ... UM CORPO EXUBERANTE

Não se trata de peitos e bundas idolatradas pela nossa época, mas sim um corpo inteiro de mulher, que sangra sem morrer, que faz amor, dá a luz, que amamenta... Que DANÇA! Com a nossa dança, curamos o lamento dos corpos limitados de sua beleza e valor. Beleza não tem nada haver com moda. Padrão é para produtos industrializados... Somos mulheres integras e selvagens. Mantemos um vinculo insistente com nosso corpo. Nossa auto estima se baseia em nossa essência e não na aparência.

Qualquer grupo; sociedade, instituição ou organização que incentive as mulheres a desprezar o que é excêntrico, a suspeitar do que for novo e incomum e vital... A despersonalizar o que lhe for característico, estará à procura de uma cultura de mulheres MORTAS!A dança organiza nosso relacionamento com o nosso corpo.


Uma alma faminta pode ficar tão cheia de dor, que a pessoa não consegue suportar mais. As mulheres têm uma necessidade profunda de expressar seu estilo. Elas precisam se desenvolver e florescer de um modo que faça sentido para elas, sem serem molestadas pelos outros. O corpo físico é um animal luminoso...


TORNE-SE DESERTO

Ceder aos nossos desejos nos isola dos outros. Ceder aos desejos dos outros nos isola de nós mesmo; tenha equilíbrio! Aprenda a nutrir a intuição; permita-se
Seja forte; aprendendo e agüentando o que sabe
Nutra seu espírito; pois o fogo exige atenção, pois é fácil deixar com que ele se apague... Tenha uma vida revigorante; NÃO DESPERIDIÇADA...
Não olhe para o chão, e sim para frente com a confiança de quem tem a força!


A mãe loba ensina seus filhotes a caçar e a procurar alimentos. Ela mostra os dentes a maior parte do tempo; ela os morde ... exige que eles não desistam, ela os empurra se eles não se dispõe a fazer o que ela quer ...


As terras espirituais da mulher selvagem, durante o curso da história, foram saqueadas e queimadas, com seus refúgios destruídos e seus ciclos naturais transformados a força em rituais artificiais para agradar aos outros. Libere seu espírito, dance! Sem a dança não é possível ouvir a sua alma, invente... Crie... Dance... Seja fluente no linguajar dos sonhos...


O isolamento não é algo divertido, mas provém dele um ganho inesperado. As dádivas são inúmeras... O isolamento elimina a fraqueza, erradica as lamentações, proporciona um insight penetrante. O isolamento aguça a intuição, assegura o poder de observação e de visão perspectiva... Ele fortalece... Conquiste a vida da sua vida com pitadas de isolamento.


Esse alimento difere de uma mulher para a outra.

Para algumas mulheres o ar da noite, o sol e as arvores são necessidades vitais.
Para outras somente palavras, o papel e os livros conseguem saciá-las. Para outras ainda, a cor, a forma e o barro são requisitos absolutos. Algumas mulheres precisam saltar, mover o corpo graciosamente, se inclinar, correr... Essas só querem dançar!


Quem não se dedica ao aprendizado, que não é atraído por novas idéias ou experiências não conseguirá passar do marco da ENTRADA; junto ao qual está descansando agora. Se existe uma força que alimenta a raiz da dor, ela é a recusa de aprender além do momento presente. Há mulheres comuns, que um dia resolveram ter um tempo para si, e realizar um sonho de menina ...


Não importa a idade atingida da mulher, não importa quantos “anos”... Ela tem outras idades, outros estágios e outras “primeiras vezes” a sua espera. E assim se resume a iniciação. Se você não prestar atenção aos SEUS tesouros; eles lhe serão roubados...


Damballah

Em algumas culturas, os nomes são escolhidos com cuidado, pois eles tem um significado mágico. Esse nome provê proteção ao seu dono, para que ele possa crescer e cumprir o potencial desse nome e que na proteção desse nome, ninguém possa prejudica-lo. O nome é um mantra!

DAMBALLAH no Haiti é o deus serpente da sabedoria, DAMBALLAH, encontre o divino em você...



Tentar ser boa, disciplinada e submissa... Faça isso 24 horas por dia, 07 dias por semana; resultado? PERDERÁ SUA ALMA! Não trivialize o que é anormal, não se afunde no tédio. Quem não sabe uivar, não encontrará sua matilha!


OBS: Todo o material dessa postagem foi usado exclusivamente no show do Grupo de Dança Tribal Damballah.