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sábado, 16 de outubro de 2010

Ser diferente, ser rejeitado... O patinho feio!

Vim falar de algo que todas nós passamos ou um dia iremos passar: REJEIÇÃO!


Ninguém nessa vida gosta de ser rejeitado! Tem pessoas que são rejeitadas por um grupo, pela sociedade, por um amor e o pior, tem aquelas que são rejeitadas pela família! E o que fazer? É difícil responder, porque vai de cada situação e de cada pessoa.

Todos devem conhecer o conto do patinho feio, é uma história que se encaixa perfeitamente ao tema. Para quem não se lembra vou dar uma ajudinha... De modo bem resumido é claro!


Era uma vez...

Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada:
- Meu Deus, que patinho tão feio!
Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais da quinta olhavam para eles:
- Que pato tão grande e tão feio!
Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
- Vai-te embora porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós!
Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em voo. O cão dos caçadores persegui-o furioso.
Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir, não deixava de andar. Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.
- Onde é que irá o Patinho Feio com este frio?
Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou.
- Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho!
E levou-o para casa.
Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: "Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga".
Voltou a Primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande.
O gato então aproveitou a ocasião.
- Vai-te embora! Não serves para nada!
A nadar chegou a um lago em que passeavam dois belos cisnes que olhavam para ele. O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas quando, ao ver-se reflectido na água, viu, nada mais nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio.
Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles.
Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram:
- Que cisnes tão lindos!

Pronto, tá aí, quem já se sentiu um patinho feio levanta a mão no três... 1... 2... 3...

No caso do conto, ele encontrou seu grupo e sua paz... As vezes achamos que não fazemos parte realmente da nossa família, do nosso grupo de amigos, sociedade, religião e não há muita coisa que nos convença do contrário, e a medida que vamos crescendo as diferenças vão ficando mais evidentes!

"Certifíque-se agora de perder menos tempo com aquilo que eles não lhe deram e de dedicar mais tempo à procura das pessoas com quem você se sinta bem. Pode ser que você não pertença absolutamente à sua família original. Você talvez combine com eles em termos genéticos, mas quanto ao temperamento você pode pertencer a um outro grupo. Ou quem sabe você não pertença à sua família apenas superficialmente enquanto sua alma escapa, corre pela estrada afora e satisfaz sua gula mordiscando petiscos espirituais em outras plagas?"
Clarissa Pinkola Estés

Apesar de várias humilhações, momentos de tristeza, escutar coisas que te fazem mal, esqueça, não é culpa sua você ser tão diferente dessas pessoas, você pode se tornar um belo cisne, enquanto "eles" apenas serão eternamente patinhos... Por isso continue a lutar apesar de tudo, você com certeza só se fortalecerá. E quando você achar sua turma, seu porto seguro e sua verdadeira família psíquica, "você sentirá a vitalidade e a sensação de pertencer a um todo".


Se estiver difícil de aguentar e o único jeito é esperar e deixar tempo passar, reflita:
"Se a pessoa conseguir se adaptar ao diabo sem ser devorada por ele,há um salto para a consciência". (Marie-Louise Von Franz)

E o mais importante, não desista como desistiu a "mãe" do patinho, pq...

"Afinal, a mãe pata não agüenta mais a perseguição ao filhote que ajudou a pôr no mundo. O que é mais esclarecedor ainda é o fato de ela não conseguir mais tolerar o tormento a ela imposto pela comunidade quando tenta proteger seu filho "diferente". E assim ela desiste. Ela exclama para o patinho que preferia que ele desaparecesse. E o filhote torturado foge. Quando uma mãe desiste, isso significa que ela perdeu o sentido de si mesma. Ela pode ser uma mãe perversamente narcisista que se sente no direito de ser criança também. É mais provável que ela tenha sido isolada do Self selvagem e que tenha entrado em prostração, forçada por alguma ameaça real, de ordem psíquica ou física".

Gata, levante a poeira e pare de se sentir "como um pária atormentado que não se encaixa em nenhum lugar, o que é uma sensação relativamente normal para a pessoa
"diferente", mas o que não é normal é ficar sentada chorando,sem fazer nada. Devemos nos levantar e sair à procura do lugar a que pertençamos.Para quem é "diferente",é sempre esse o próximo passo".

domingo, 19 de setembro de 2010

A malvada

A MALVADA


titulo original: (All About Eve)
lançamento: 1950 (EUA)
direção: Joseph L. Mankiewicz
atores: Bette Davis,George Sanders, Celeste Holm, Gary Merrill, Hugh Marlowe
duração: 138 min
gênero: Drama

Além de uma bela dica de filme, esse post também vai tratar de sentimentos bem peculiares e horríveis: CIÚMES e INVEJA

Mas antes, vou falar um pouco desse filme, que me chamou a atenção pelo título e é claro pelo fato de ter a Bette Davis no papel principal! No filme nos deparamos com situações familiares, onde encontramos pessoas em nossos caminhos que são cheias de inveja e dissimuladas, é o caso de Eve interpretado pela atriz Anne Baxter, uma jovem alucinada que quer ser atriz e que tenta de todas as maneiras ocupar o lugar da da grande e temperamental estrela do teatro Margo Channing Broadway, interpretado por Bette Davis. Eve manipula a vida de Margot e dos amigos dela, sempre se fingindo de ingênua fã... Pobrezinha...

O filme é cheio de diálogos inteligentes e cenas que te fazem pegar ódio! hehehe
É muito bom para quem curte uma novelinha de plantão!hahaha



Adoro essa frase: "Esse cinismo a que se refere,adquiri no dia em que descobri que era diferente de garotinhos!".

Bom, mesmo esse filme não se tratando de dança eu quis comentar sobre ele justamente por estarmos cercadas de tantos sentimentos negativos em cima da nossa arte e nosso meio de expressão!

Tem sempre alguém de olho no que fazemos, mas nem sempre são sentimentos positivos, e é tão difícil lidar com esses sentimentos negativos! Muitas vezes não sabemos o que fazer a respeito, não sabemos se conversamos, se ignoramos, se viramos amigos ou simplesmente ignoramos. É difícil...

E por definição, inveja é: um sentimento de aversão ao que o outro tem e a própria pessoa não tem. Este sentimento gera o desejo de ter exatamente o que a outra pessoa tem (pode ser tanto coisas materias como qualidades inerentes ao ser)e de tirar essa mesma coisa da pessoa, fazendo com que ela fique sem. É um sentimento gerado pelo egocentrismo e pela soberba de querer ser maior e melhor que todos, não podendo suportar que outrem seja melhor.

Claro que já sentimos inveja uma vez na vida ao menos, mas é tão difícil admitir. mas aquela inveja calada, que ninguém sabe e logo passa não é tão ruim. O pior é aquela inveja no qual a pessoa trabalha a mente para tirar o que ela realmente deseja na outra pessoa. Eu ainda não sei lidar com esse sentimento... Quando eu sinto, eu tento ignorar, e logo passa, não sou de ferro porra! Mas quando sentem ao meu respeito, o negócio se complica, eu não consigo ignorar, porque eu me sinto invadida e desrespeitada!
Vocês já notaram como ficam os rostos das pessoas quando você começa a contar sobre as coisas legais que estão acontecendo com você? Poucos rostos se mostram realmente alegres, e você acaba sentindo um pouco de culpa por estar falando a respeito. Como compartilhar esses sentimentos se a maioria parecem ficar pouco a vontade?

E esse tipo de inveja acaba criando fofocas, desmerecendo nosso trabalho, acabam criando intrigas. A troco de que?

"Quando somos criticados por avaliações contaminadas pela inveja, podemos nos sentir injustiçados e vulneráveis frente ao ataque externo. Neste momento, é bom lembrar que é praticamente impossível ser compreendido por todos, assim como é inviável agradar a gregos e troianos. O importante é mantermos o foco em nossas metas para não nos contaminarmos pela inveja alheia, pois ela sempre estará presente, de uma forma ou de outra".

"Se prestarmos atenção às qualidades do objeto, pessoa ou situação pela qual sentimos inveja, poderemos compreender melhor o que nos sentimos incapazes de conquistar. Neste sentido, a inveja é um espelho que revela uma parte de quem somos, onde estamos e para onde queremos ir. Reconhecer para onde queremos ir é em um estímulo para tomarmos uma atitude proativa diante de nossas dificuldades".
(Lila: http://www.vadiando.com/textos/archives/000608.html).


E aí, que tal um filminho clássico nesse domingo?