
Ninguém nessa vida gosta de ser rejeitado! Tem pessoas que são rejeitadas por um grupo, pela sociedade, por um amor e o pior, tem aquelas que são rejeitadas pela família! E o que fazer? É difícil responder, porque vai de cada situação e de cada pessoa.
Todos devem conhecer o conto do patinho feio, é uma história que se encaixa perfeitamente ao tema. Para quem não se lembra vou dar uma ajudinha... De modo bem resumido é claro!

Era uma vez...
Uma patinha que teve quatro patinhos muito lindos, porém quando nasceu o último, a patinha exclamou espantada:
- Meu Deus, que patinho tão feio!
Quando a mãe pata nadava com os filhos, todos os animais da quinta olhavam para eles:
- Que pato tão grande e tão feio!
Os irmãos tinham vergonha dele e gritavam-lhe:
- Vai-te embora porque é por tua causa que toda a gente está a olhar para nós!
Afastou-se tanto que deu por si na outra margem. De repente, ouviram-se uns tiros. O Patinho Feio observou como um bando de gansos se lançava em voo. O cão dos caçadores persegui-o furioso.
Conseguiu escapar do cão mas não tinha para onde ir, não deixava de andar. Finalmente o Inverno chegou. Os animais do bosque olhavam para ele cheios de pena.
- Onde é que irá o Patinho Feio com este frio?
Não parava de nevar. Escondeu-se debaixo de uns troncos e foi ali que uma velhinha com um cãozinho o encontrou.
- Pobrezinho! Tão feio e tão magrinho!
E levou-o para casa.
Lá em casa, trataram muito bem dele. Todos, menos um gatinho cheio de ciúmes, que pensava: "Desde que este patucho está aqui, ninguém me liga".
Voltou a Primavera. A velha cansou-se dele, porque não servia para nada: não punha ovos e além disso comia muito, porque estava a ficar muito grande.
O gato então aproveitou a ocasião.
- Vai-te embora! Não serves para nada!
A nadar chegou a um lago em que passeavam dois belos cisnes que olhavam para ele. O Patinho Feio pensou que o iriam enxotar. Muito assustado, ia esconder a cabeça entre as asas quando, ao ver-se reflectido na água, viu, nada mais nada menos, do que um belo cisne que não era outro senão ele próprio.
Os cisnes desataram a voar e o Patinho Feio fugiu atrás deles.
Quando passou por cima da sua antiga quinta, os patinhos, seus irmãos, olharam para eles e exclamaram:
- Que cisnes tão lindos!
Pronto, tá aí, quem já se sentiu um patinho feio levanta a mão no três... 1... 2... 3...
No caso do conto, ele encontrou seu grupo e sua paz... As vezes achamos que não fazemos parte realmente da nossa família, do nosso grupo de amigos, sociedade, religião e não há muita coisa que nos convença do contrário, e a medida que vamos crescendo as diferenças vão ficando mais evidentes!

"Certifíque-se agora de perder menos tempo com aquilo que eles não lhe deram e de dedicar mais tempo à procura das pessoas com quem você se sinta bem. Pode ser que você não pertença absolutamente à sua família original. Você talvez combine com eles em termos genéticos, mas quanto ao temperamento você pode pertencer a um outro grupo. Ou quem sabe você não pertença à sua família apenas superficialmente enquanto sua alma escapa, corre pela estrada afora e satisfaz sua gula mordiscando petiscos espirituais em outras plagas?"
Clarissa Pinkola Estés

Apesar de várias humilhações, momentos de tristeza, escutar coisas que te fazem mal, esqueça, não é culpa sua você ser tão diferente dessas pessoas, você pode se tornar um belo cisne, enquanto "eles" apenas serão eternamente patinhos... Por isso continue a lutar apesar de tudo, você com certeza só se fortalecerá. E quando você achar sua turma, seu porto seguro e sua verdadeira família psíquica, "você sentirá a vitalidade e a sensação de pertencer a um todo".


Se estiver difícil de aguentar e o único jeito é esperar e deixar tempo passar, reflita:
"Se a pessoa conseguir se adaptar ao diabo sem ser devorada por ele,há um salto para a consciência". (Marie-Louise Von Franz)
E o mais importante, não desista como desistiu a "mãe" do patinho, pq...
"Afinal, a mãe pata não agüenta mais a perseguição ao filhote que ajudou a pôr no mundo. O que é mais esclarecedor ainda é o fato de ela não conseguir mais tolerar o tormento a ela imposto pela comunidade quando tenta proteger seu filho "diferente". E assim ela desiste. Ela exclama para o patinho que preferia que ele desaparecesse. E o filhote torturado foge. Quando uma mãe desiste, isso significa que ela perdeu o sentido de si mesma. Ela pode ser uma mãe perversamente narcisista que se sente no direito de ser criança também. É mais provável que ela tenha sido isolada do Self selvagem e que tenha entrado em prostração, forçada por alguma ameaça real, de ordem psíquica ou física".
Gata, levante a poeira e pare de se sentir "como um pária atormentado que não se encaixa em nenhum lugar, o que é uma sensação relativamente normal para a pessoa
"diferente", mas o que não é normal é ficar sentada chorando,sem fazer nada. Devemos nos levantar e sair à procura do lugar a que pertençamos.Para quem é "diferente",é sempre esse o próximo passo".




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